Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

29
Mar 13

A reorganização das economias:
Repensar a Arquitetura Paisagista em Portugal


O 8º Workshop UTAD/RED reveste-se de especial importância porque coincide com a comemoração dos 15 anos do curso de Arquitetura Paisagista da nossa Universidade. Acresce a esta data o facto de em Portugal a escola de Arquitetura Paisagista ter sido fundada por Francisco Caldeira Cabral em 1942 podendo-se dizer que o Workshop UTAD/RED também se poder associar às comemorações dos 70 anos da profissão e do ensino em Portugal da Arquitetura Paisagista pelo que se considera ser uma boa oportunidade para se refletir e falar sobre o ensino e a prática profissional em Portugal, ouvindo alguns dos que nos últimos anos têm ensinado, publicado, projetado e construído a Arquitetura Paisagista com carimbo nacional.

Contudo, são hoje distintos os desafios que temos que enfrentar na prática do nosso ofício. Quando um banco de investimento (Lehman Brothers) faliu nos Estados Unidos da América em setembro de 2008, desencadeou uma série de acontecimentos que acabou numa crise econômica internacional, que afetou as principais economias mundiais. A transmissão da crise da América para a Europa reflectiu-se, principalmente, no grupo de países do sul que apresentavam as economias mais frágeis (Portugal, Espanha, Grécia e Espanha).

As profissões que mais dependem do investimento quer ele seja público ou privado, e de aplicações financeiras dependentes de amplos mercados de capitais foram fortemente afetadas, refletindo-se quase imediatamente em quebras nas carteiras de encomendas de projetos e de obras e, progressivamente, nas áreas de investigação e nas dinâmicas culturais e de proteção ambiental e de formação. Naturalmente que se insere nestas profissões a arquitectura paisagista.

Neste momento vários são os dabates da sociedade, de ordem profissional ou académica, que refletem sobre os vários problemas e possíveis soluções: a imigração dos quadros técnicos (Internacionalização), tipos de Industrias Criativas que podem estar associadas às profissões, a adaptação do desenho projectual ao tempo de contenção financeira, ética profissional no contexto de crise, planeamento por antecipação e não por reação, etc.

A titulo de exemplo indicam-se alguns eventos realizados no passado como sejam o caso da 8ª UrbaVerde, em que o Jornal Arquitecturas dedicou aos jovens profissionais e estudantes um evento com o título “Fazer Mais Com Menos” e a Gulbenkien durante as comemorações dos 50 anos (2006), desenvolveu um conjunto de conferências onde propõe uma reflexão sobre a crise geral e que sentido para a sociedade contemporânea. “Que Valores para este Tempo?”

Considera-se assim ser relevante neste contexto em que se está a viver ponderar sobre o nosso (Arquitetura Paisagista) futuro e sobre as estratégias a desenvolver na prática profissional e no ensino.

 


publicado por nap-utad às 16:09

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